quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pós-modernidade

O autor Jair Ferreira dos Santos em seu texto "O que é pós-modernidade?" defende que o mundo está vivenciando uma nova época de mudanças, que teve início a partir de 1950 com a arquitetura e a computação e que vai se expandindo a partir dos anos 60. O fantasma pós-moderno estaria circulando o cotidiano, invadindo a vida das pessoas através da tecnologia eletrônica atingindo a arquitetura, a economia (voltando a sociedade para o consumo), a arte (ultrapassando a seriedade da arte moderna), a filosofia (a filosofia moderna clássica vê o sujeito como a base para a verdade, já a filosofia contemporânea desconfia da possibilidade de ser ter um sujeito definido e começa a questionar as teorias da verdade, que saem do campo realista. É como se a verdade não tivesse mais um apoio fixo; desmancham-se os valores universais).
A pós-modernidade marca a celebração de uma era tecnológica, onde os velhos valores tinham também chegado ao fim. Ocorre um rompimento com os ideais tidos pelos modernos como universais; o homem pós-moderno foge dos sonhos, das ilusões e se entrega ao presente, ao agora. Agora as grandes narrativas (meta-narrativas) deixam de ter a credibilidade que tinham. O mundo aparece super-recriado, as cores hiper-realizam o mundo fascinando as pessoas através da simulação, fazendo da vida um espetáculo, fragmentada em imagens, signos, dígitos, o simulacro emerge intensificando o real. O individualismo toma conta do sujeito pós-moderno. As velhas identidades estão em declínio, novas identidades estão surgindo, fragmentando o indivíduo pós-moderno, este é plural, eclético, aberto às possibilidades, livre (segundo Nietzsche, é preciso libertar a vida, os valores não são nem eternos, nem universais, nem transcendentes, nem metafísicos. São criações humanas). O pós-moderno pensa a crise/desconstrução da Razão e de todos os valores universais, outras lógicas possíveis.
(Mônica Valéria)

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